Entre a crise e as redefinições políticas:
A ascensão da extrema direita no Brasil e suas articulações com os Estados Unidos.
Keywords:
extrema direita, crise capitalista, era digitalAbstract
Segundo Beyme (1988) e Mudde (2022), desde 1945 a extrema direita se reorganiza em ondas sucessivas. No século XXI, emerge a quarta onda, marcada pela centralidade das redes sociais, transnacionalização cultural e crise do neoliberalismo (Brown, 2019; Harvey, 2017). A partir da trajetória político-econômica brasileira, observa-se a influência dos Estados Unidos na formação social do Brasil, considerando sua condição subimperialista (Luce, 2018; Marini, 2000). Examina-se os mecanismos ideológicos e culturais que sustentam a convergência entre as extremas direitas brasileira e estadunidense, evidenciada pela ascensão dos líderes Donald Trump e Jair Bolsonaro e na circulação digital de agendas conservadoras.
Downloads
References
Althusser, L. (1980). Ideologia e aparelhos ideológicos do Estado: notas para uma investigação. Editorial Presença.
Ballerina Farm [@ballerinafarm]. (4 de fevereiro de 2023). [Vídeo no TikTok]. https://vt.tiktok.com/ZSmC452Em/
Ballerini, F. (2017). Poder suave (soft power). Summus Editorial.
Beyme, K. Von. (1988). Right-wing extremism in Western Europe. West European Politics, 11(2), 1-18.
Biroli, F., Machado, M. das D. C., e Vaggione, J. M. (2020). Gênero, neoconservadorismo e democracia: disputas e retrocessos na América Latina. Boitempo.
Brown, W. (2019). Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática no Ocidente. Politeia.
Cox, R. W. (1981). Social forces, states and world orders: beyond international relations theory. Millennium: Journal of International Studies, 10(2), 126-155.
Federici, S. (2025). Caça às bruxas e capital: mulheres, acumulação, reprodução. Elefante.
Fernandes Câmara, H., e Correa Guimarães, M. (2025). Radicalização em comunidades gamer no Brasil: como o bolsonarismo conseguiu se infiltrar no universo gamer. Revista Cronos, 26(2), 173-200. https://periodicos.ufrn.br/cronos/article/download/39272/21522/153369
Fontes, V. (2010). O Brasil e o capital-imperialismo: teoria e história. EPSJV/UFRJ.
Fundação Friedrich Ebert. (2025). Juventudes: um desafio pendente: uma análise sobre democracia, participação e posicionamento político das juventudes no Brasil. https://brasil.fes.de/detalhe/juventudes-um-desafio-pendente.html
Gramsci, A. (1971). Selections from the prison notebooks (Q. Hoare e G. Nowell-Smith, Eds. e Trad.). International Publishers.
Han, B.-C. (2022). Infocracia: digitalização e a crise da democracia. Vozes.
Harvey, D. (2017). 17 contradições e o fim do capitalismo. Boitempo.
Ignazi, P. (2003). Extreme right parties in Western Europe. Oxford University Press.
Instituto de Estudos da Religião. (2024). Um Brasil mais plural: um primeiro olhar sobre os dados de religião do Censo 2022. https://iser.org.br/noticia/um-brasil-mais-plural-um-primeiro-olhar-sobre-os-dados-de-religiao-do-censo-2022/
Ipsos-Ipec. (2025). Índice de Conservadorismo Brasileiro 2025. https://www.ipsos.com/pt-br/indice-de-conservadorismo-brasileiro-2025
Jesus, D. S. V. de. (2014). Mundo macho: homens, masculinidades e relações internacionais. Revista de Estudos Políticos, 109, 309-364. https://doi.org/10.9732/P.0034-7191.2014v109p309
Lacerda, M. B. (2019). O novo conservadorismo brasileiro: de Reagan a Bolsonaro. Zouk.
Letoliveira [@letoliveiraoficial]. (26 de fevereiro de 2024). [Vídeo no TikTok]. https://vt.tiktok.com/ZSmC4Mf2E
Lima, J. V. M. U. (2022). Tradição e conspiração: a Alt-Right e o pensamento conspiratório em defesa da nação nos Estados Unidos. Revista Conjuntura Global, 11(1), 129-145. https://revistas.ufpr.br/conjgloblal/article/download/83642/46536/347668
Luce, M. S. (2018). O subimperialismo, etapa superior do capitalismo. Tensões Mundiais, 10(18-19), 43-65. https://revistas.uece.br/index.php/tensoesmundiais/article/view/471
Lynch, C., e Cassimiro, P. H. (2022). O populismo reacionário: ascensão e legado do bolsonarismo. Contracorrente.
Maricoalho [@maricoalho2]. (4 de março de 2025). [Vídeo no TikTok]. https://vt.tiktok.com/ZSmC4U1cM/
Marini, R. M. (2000). Dialética da dependência. Em E. Sader (Org.), Dialética da dependência: uma antologia da obra de Ruy Mauro Marini (pp. 105-165). Vozes; CLACSO.
Mudde, C. (2022). A extrema direita hoje. Editora UERJ.
Nobre, F., Pini, A. M., e Menezes, M. E. (2023). O neopentecostalismo no Brasil e a convergência com a ultradireita no populismo reacionário de Jair Bolsonaro. Revista de Iniciação Científica em Relações Internacionais, 11(21), 1-16.
Oliveira, O. H. A. C. A., Araújo, M. d. V., e Belfi, L. G. P. M. (2022). Anatomia de uma crise: globalização, neoliberalismo e extrema-direita no Brasil. Cadernos Cemarx, 16, e022011. https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/cemarx/article/view/17393
Pereira, G. A., e Abrão, J. A. M. (28-30 de novembro de 2024). Trad wife: performatividade e controle do corpo no TikTok. IV Encontro Virtual da ABCiber, evento online, Brasil. https://abciber.org.br/simposios/index.php/virtualabciber/virtual2024/paper/view/2484
Saad Filho, A. (2023). A era das crises: neoliberalismo, o colapso da democracia e a pandemia. Contracorrente.
Sá Netto, R. (2024). O partido da fé capitalista: imperialismo religioso e dominação de classe no Brasil. Da Vinci Livros.
Smith, N. A. [@naraazizasmith]. (25 de dezembro de 2024). [Vídeo no TikTok]. https://vt.tiktok.com/ZSmCVTNQW/
Souza, J. (2020). A guerra contra o Brasil. Estação Brasil.
Trovo, C. B., e Cardoso, J. A. (2023). Flexibilização das leis trabalhistas com o advento do neoliberalismo. Anais do Congresso Brasileiro de Processo Coletivo e Cidadania, (11), 1184-1196.
Williams, E. C. [@esteecwilliams]. (8 de setembro de 2022). [Vídeo no TikTok]. https://www.tiktok.com/@esteecwilliams/video/7141111247033912622
Published
How to Cite
Issue
Section
License
LicenseThose authors who have publications with this journal, accept the following terms:
- Authors will retain their copyright and guarantee the journal the right of first publication of their work, which will be simultaneously subject to the Creative Commons recognition License (BY-SA 2.5) that allows third parties to always share the work that its author and its first publication be indicated in this journal.
- Authors may adopt other non-exclusive license agreements for the distribution of the published version of the work (eg: deposit it in an institutional telematic archive or publish it in a monographic volume) provided that the initial publication in this journal is indicated.






